Conferências
Seção dedicada à difusão das conferências ditadas por Ramón P. Muñoz Soler. Sua exposição supõe uma revisão da evolução do pensamento de síntese do autor, sendo que tratam de conceitos e princípios chave como: egoência do ser, vocação de ser homem, antropologia e metodologia de síntese, entre outras.
Alvorada do homem novo . Transcrição da gravação do diálogo entre o autor e membros do “Instituto de Difusión de Estudios Sociales (IDES)”

“Tem que ficar bem claro que o que chamamos homem novo é um traço ou qualidade humana interior: daí a dificuldade de poder objetivá-lo. Falar hoje de homem novo é falar de uma vocação de integralidade, da possibilidade de sair dos respectivos campos de especialização e de objetivação vital em que estamos aprisionados… Falar de individualidade expansiva é justamente sair de tudo isso, renunciar a tudo isso e entrar em uma nova dimensão existencial e em um novo campo de consciência.” Ramón P. Muñoz Soler
Magistério universitário (s/d). Conferência ditada na Fundação Universidade de Brasília.

“Universidade de Síntese é uma dessas estruturas dinâmicas que “dissolve” a massa de informação do conhecimento fragmentado e a in-corpora no próprio coração do homem como “magma generativo”, como matéria primordial de onde tudo pode nascer de novo.” Ramón P. Muñoz Soler
A integração individual (1957). Conferência realizada na ADCEA.

O que importa não são novos ídolos para adorar, nem novas religiões, nem novos templos onde encerrar os velhos deuses. Mas, um templo vivo, dentro do coração do homem, onde ele possa adorar a Deus em espírito e verdade. Ramón P. Muñoz Soler
Problemas anímicos atuais, através de um enfoque psicológico-espiritual. (1958). Ciclo de conferências ditadas na ADCEA.

“Existe um clamor oculto nas almas angustiadas, em busca de um sentido da vida, de um encontro consigo mesmas. Cansadas de andar pelos caminhos incertos, as almas pedem hoje um “pão de vida”. E assim se vêm muitíssimos seres que vão de um caminho a outro, de um mestre a outro, de um livro a outro, de uma instituição a outra, em busca de algo íntimo, sem encontrar mais que decepções e desconcertos.” Ramón P. Muñoz Soler
Medicina Psicoespiritual (1959). Conferência ditada na ADCEA

“O que caracteriza a nova medicina é, antes de mais nada, uma profunda renovação nas ideias acerca do homem, que é concebido como uma totalidade biopsicoespiritual. Esta nova maneira de interpretar o homem é a que conforma a medicina antropológica ou medicina da pessoa.” Ramón P. Muñoz Soler
Psicologia do homem desarmônico (1959). Conferência ditada em A.D.C.E.A.

“Hoje, o estudo do homem desarmônico preocupa seriamente médicos, psicólogos, sociólogos, educadores, filósofos, legisladores, juristas e ainda os homens de empresas, para os quais o problema das “relações humanas” constitui um fator fundamental para o êxito ou fracasso nos negócios. A desarmonia humana adquiriu nestes últimos tempos tal extensão e intensidade que já não é uma questão que interesse somente para os especialistas, senão que constitui um problema de interesse comum e de alcance social, visto que afeta o âmbito da convivência e ameaça a segurança coletiva.” Ramón P. Muñoz Soler
O homem ante si mesmo (1960). Conferência ditada na A.D.C.E.A

“Assim como, de acordo com as Sagradas Escrituras, aquele que vê o rosto de Deus morre – assim também quem está ante si, mesmo que seja por um só instante, ante a plenitude do ser, ante a luz e o fogo do que realmente é, já não pode ser o mesmo que era antes: trata-se de uma experiência transformadora que imprime uma nova dinâmica à vida. Todo ser humano leva em si mesmo esta possibilidade de ser e, em um certo momento de sua vida, se encontra ante-si. Mas, a atualização de ser o que se é pode ser apenas um bom desejo passageiro ou então, pode comover profundamente a vida e adquirir o carimbo de uma verdadeira vocação de Ser.” Ramón P. Muñoz Soler
O processo de humanização: a vocação de ser-homem (1960). Conferência ditada em A.D.C.E.A.

“O problema do desencontro do homem consigo mesmo é o problema fundamental de nosso tempo e pareceria ser um clamor íntimo das almas o anelo de reencontrar-se, de integrar-se. O que o homem quer hoje não são novas filosofias sociais, religiosas ou políticas. Os homens estão insatisfeitos; têm uma ânsia ancestral de reencontro consigo mesmos. Estão necessitados de um pão de vida, de uma água viva, de uma verdade que possa fazer-se viva e real neles mesmos. Em uma palavra, estão necessitados de uma plenitude de humanidade, de uma realização plena como homens. Surge uma pergunta: O que é isto de lograr a verdadeira plenitude como homem?” Ramón P. Muñoz Soler
A egoência do ser (1969). Conferencia pronunciada em agosto de 1969 na cidade de Buenos Aires.

“A individualidade que qualificamos de “egoência” é outra coisa. É uma nova individualidade, ou melhor, uma nova dimensão da individualidade que se aperfeiçoa como tal quando a vontade determinante da partícula humana se une, por oferenda reversível, à consciência cósmica.” Ramón P. Muñoz Soler
Conciência do homem futuro (1972). Trabalho apresentado na Sociedad Argentina Asesora de Salud Mental.

“O pensamento, enquanto for um meio de relação indireta entre a consciência psicológica e a consciência do ser, aparece como insuficiente para transpor o abismo existencial do homem: o que faz falta não é um meio de relação, mas um meio de união. Este meio está sendo criado no interior do homem novo, através de uma mística. Não uma mística como crença, mas como função integrativa do homem, que faça possível o desenvolvimento da consciência total do ser. Esta consciência unificada e harmônica é o novo meio interior que todo homem necessita para desenvolver-se como ser humano.” Ramón P. Muñoz Soler
O sentido do transcendente (1973). Conferência pronunciada na cidade de Buenos Aires.

“Estes novos rostos são rostos diferentes, não sei se vocês se deram conta. E a característica que têm, sabem qual é?… é que não são rostos de pedra. Isto é, não são rostos fixos, não são rostos gravados na pedra e definitivamente fixados em uma posição no tempo. São rostos oscilantes, são rostos capazes de oscilar entre posições diferentes, são rostos capazes de interiorizar-se em busca de uma consciência e expandir-se para compreender as consciências dos demais.” Ramón P. Muñoz Soler
Modelos de futuro e estrutura de síntese (1974). Conferência inaugural do curso “Introdução á temática do futuro”

“Não é suficiente vislumbrar o futuro, faz falta o instrumento humano de encarnação da mensagem. Apenas a visão não basta – ‘perspectiva profética’ – porque inclusive, sobram visionários do futuro. O que faz falta são homens dispostos a oferecer sua própria vida como sustento concreto para o futuro que eles vislumbram.” Ramón P. Muñoz Soler
Cérebro eletrônico e expansão de consciência. Da Revolução Cibernética à Egoência do Ser (1975) Conferência ditada no XVII Congresso Nacional de Neurologia, CABA

“Agora que transferimos às máquinas cibernéticas o poder do pensamento, é hora de recuperar para nós o poder criador. Mas, para recuperar este poder faz falta uma mudança radical de atitude frente ao mundo, frente à vida e, sobretudo, frente a nós mesmos. É necessário voltar o olhar, do mundo das coisas para a intimidade do ser.” Ramón P. Muñoz Soler
Signos de futuro (1976). Conferências ditadas no Salão Auditório do Centro de Investigação Sobre Temas e Modelos de Futuro

“O signo da egoência se manifesta como um ponto infinitesimal no coração do homem, onde se conjugam harmonicamente os valores divinos e humanos. Apesar de sua pequenez e aparente insignificância, este ponto de estabilidade interior constitui o fundamento da comunidade social do futuro.” Ramón P. Muñoz Soler
Germes de Futuro no homem e civilização planetária do terceiro milênio (1986). Entrevista televisiva no Canal 7 – TV Mendoza (Argentina)

“Eu acredito que se pode ter uma nova filosofia dos valores, uma nova filosofia da ciência, uma nova filosofia política ou uma nova filosofia da religião, e continuar sendo velho. Então, quando percebemos que o caminho do conhecimento se afasta do caminho da vida, o que faz falta não é uma nova filosofia e sim, uma “nova viagem”. Ramón P. Muñoz Soler
Arqui-tectônica da mensagem do novo signo do tempo (1987) Conceitos vertidos pelo autor por ocasião da abertura do Primeiro Congresso Holístico Internacional/ Brasileiro

“O que é mensagem? Entendo por mensagem um “acontecimento” que marca a direção do tempo, mas que transcende o próprio tempo. A mensagem do novo signo do tempo não é um paradigma, é um “acontecimento paradigmático”.” Ramón P. Muñoz Soler
A integração do homem (1987). Apresentação no I Congresso Holítico, Brasil.

“A crise fundamental do homem logotécnico é a ruptura de simetria da estrutura humano/divina que constitui ao ser humano como tal. E esta ruptura da unidade estrutural do ser se manifesta na alma humana, através de um sentimento de estranheza cósmica e uma perda do sentido de pertinência.” Ramón P. Muñoz Soler
Consciência ecológica. Expansão Planetária de consciência para uma civilização ecológica (1990). Conferência ditada no “Centro de Informações das Nações Unidas”

“Em meu modo de ver e de sentir, “solidariedade global” tem um alcance ainda mais profundo. Para além de sua valoração como “fraternidade humana” ou como “ética social”, a “solidariedade global” implica o despertar de um sentido cósmico no homem, consciência expansiva no ser humano que o faz sentir-se unido com todas as formas vivas que estão na Terra e com as que estão além da Terra. “ Ramón P. Muñoz Soler